Rotas do Alentejo

domingo, 27 de janeiro de 2008

Acerca das Rotas…

Ao ler as informações acerca do produto turístico Touring Cultural e Paisagístico disponibilizadas pelo Turismo de Portugal, IP, encontrei o que se considera ser os aspectos e componentes chaves de uma rota:Conceito: A rota tem de ter um nome que traduza a essência da experiência que oferece. Nome que deverá ser sugestivo, atractivo e facilmente compreensível por todos;Elementos estruturais:Necessita de ter um ponto de partida e ponto de chegada que proporcione uma meta física e emocional aos viajantes e que seja uma força motivadora. Entre estes dois pontos deverão existir elementos variados e combinados entre si, constituindo o corpo da rota (cidades, povoações, sítios de interesse paisagístico, monumentos, etc.).É essencial a existência de vias de acesso entre os componentes das rotas assim como é indispensável a sua sinalização e uma rede de pontos de serviço de apoio ao viajante.A rota deverá também disponibilizar itinerários dentro da rota e especificar o tempo e o trajecto.Gestão:Para uma gestão eficiente a rota é necessita de uma Comissão de gestão que estabelece quais os deveres, direitos e obrigações dos membros. Para o seu bom funcionamento é indispensável a coordenação e cooperação entre os membros da rede, a definição dos padrões de qualidade para os componentes da rota e que se faça uma avaliação sistemática de desempenho da rota.Para mais informações podem consultar http://www.turismodeportugal.pt/Portugu%C3%AAs/AreasActividade/produtosedestinos/Pages/TouringCulturalePaisagístico.aspx

Touring


As rotas e os circuitos são a essência do produto turístico Touring Cultural e Paisagístico. Este é um dos produtos considerados, pelo Governo português, como estratégicos para o desenvolvimento do turismo no nosso país.
Pela análise de mercado concluíram ser um produto turístico em crescimento, ou seja, o número de viagens que têm o touring como motivação principal é cada vez maior, principalmente das realizadas por turistas europeus.
A Europa é a principal região emissora e receptora de turistas cujo principal interesse consiste em realizar percursos em tours, rotas ou circuitos de diferente extensão e duração, seja de forma independente ou organizada.
Portugal, como país europeu, tem a oportunidade de beneficiar da proximidade com os principais mercados emissores que, actualmente, são a Itália e a França.
O Touring atrai, também, turistas que viajam com outras motivações, como por exemplo turistas de "sol e mar" que procuram as rotas para conhecer melhor os territórios ou regiões próximas das praias.
Os territórios que forneçam rotas como produtos turísticos poderão beneficiar, não só dos seus contributos directos (gastos monetários dos turistas em alojamento, restauração e atracções turísticas), mas também da preservação dos recursos culturais e paisagísticos (indispensáveis para a criação destes produtos turísticos) e da criação de condições favoráveis para a circulação nos territórios.
Por todos estes motivos o Touring é, sem dúvida, um produto turístico a implementar e desenvolver na nossa região, o Alentejo!

Não Concordam?...

Alentejo


Nas linhas de orientação definidas para o desenvolvimento do Touring cultural e paisagístico (produto baseado em rotas e circuitos) são definidas as linhas e actuação para a região do Alentejo. Considera-se prioritário o desenvolvimento e a melhoria das condições do uso turístico das rotas já existentes (Rota do Fresco, Rota dos Vinhos e Rota dos Sabores) e propõe-se a elaboração de uma rota temática arqueológica.Não posso deixar de concordar com o facto de se achar necessária a melhoraria da articulação entre estas rotas já existentes, a melhoraria das condições das estradas e vias secundárias, assim como a criação de mais estruturas de apoio, nomeadamente, de sinalização e difusão das rotas.Sugerem a criação de mapas de informação orientativa e interpretativa e a sua disponibilização nos aeroportos, rent-a-cars, alojamentos, estações de serviço e postos de informação turística.

Visitantes

Quem procura rotas procura, fundamentalmente, descobrir e conhecer o território através da paisagem, povoações e cidades, história e cultura, gentes, etc. O valor do território ou destino, reside na singularidade desses elementos.O Alentejo possui alguns elementos passíveis de serem organizados e disponibilizados em rotas turísticas. Um desses elementos é o Vinho e tudo o que lhe diz respeito desde a sua produção até ao seu consumo. Daí a pertinência da Rota dos Vinhos do Alentejo sobre a qual pretendemos debruçar-nos.Até breve com mais informações sobre esta ROTA!!

Sobre as Rotas…

Estão contempladas no Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT) como sendo acções de referência a desenvolver no Alentejo…É só definir uma temática com potencial turístico, recolher informação sobre essa mesma temática e as zonas de influência, definir o itinerário, fazer o mapa, colocar a devida sinalética, editar os respectivos materiais promocionais e escolher uma boa campanha de marketing.Dito assim, até parece fácil! Pois não é, dá uma grande trabalheira, como se diz no Alentejo…A Rota dos Sabores pretende promover o melhor da gastronomia alentejana

Enoturismo


O enoturismo representa um excelente veículo para quem quiser descobrir uma região através do vinho e conhecer todos os seus aspectos culturais e turísticos. As rotas dos vinhos são instrumentos privilegiados de organização e divulgação do enoturismo, permitindo que os visitantes contactem mais facilmente com o mundo rural.Contribuem para a preservação da autenticidade de cada região através da divulgação do seu artesanato, do património paisagístico, arquitectónico, museológico e da gastronomia, contribuindo, assim, para o combate da desertificação humana e de outros constrangimentos de algumas zonas rurais.

O Vinho no Alentejo


Os vestígios arqueológicos, como a descoberta de grainhas de uvas nas ruínas romanas de São Cucufate por exemplo, comprovam a tradição histórica da cultura da vinha na região do Alentejo. Essa cultura sofreu várias vicissitudes, ora se implementava ora se retraíam as áreas cultivadas, chegando-se ao século XIX com vinha disseminada por quase toda a região.
Porém, foi neste mesmo século que a vinha sofreu por toda a Europa profundas provações com doenças como o Oídio, Filoxera e Míldio. Doenças que levaram ao descrédito na produção de vinho por parte de alguns produtores que começaram a conciliar a vinha com as oliveiras.
Em pleno século XX, a definição do Alentejo como região cerealífera, que culminou na "Campanha do Trigo", veio também contribuir para a diminuição da plantação de vinha e consequentemente para a diminuição de produção de vinho nesta região.
Contudo a criação das Adegas Cooperativas, na década de 50, em Borba, Redondo, Portalegre e, mais tarde, Vidigueira, Granja e Reguengos de Monsaraz foi um dos passos importantes para o rejuvenescimento da viticultura alentejana. Com as Adegas Cooperativas os vinhos alentejanos passaram a ser mais cuidados e conhecidos, sendo frequente figurarem nos primeiros lugares dos concursos nacionais de vinho.
Por acção e dinamismo da ATEVA (Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo) e posteriormente da CVRA (Comissão Vitivinícola Regional Alentejana), ambas criadas nos anos 80, foram instituídas as primeiras regiões produtoras de VQPRD (Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada).